ENSAIOS PRÉ-SELECIONADOS PEF/2016

Nicolau Almeida Você é escravo de que? 01.

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Nicolau Almeida Você é escravo de que? 02.

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Nicolau Almeida Você é escravo de que? 06.

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Nicolau Almeida Você é escravo de que? 07.

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Nicolau Almeida Você é escravo de que? 08.

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Nicolau Almeida Você é escravo de que ?09.

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Nicolau Almeida Você é escravo de que? 10.

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NICOLAU ALMEIDA

Você é escravo de que? "Manchas de sangue em vestes encardida de sofrimento e horror. Rostos negros de labuta, lamuria e sol. Onde não há sabores só amores e esperança de liberdade." A vida moderna nos torna escravos. Escravos do tempo, do dinheiro, da tecnologia. Escravos até de nós mesmos. Essa condição de subserviência à padrões sociais por muitas vezes passa-se despercebida e, mesmo quando há conhecimento de tal condição, confronta-la pode ser tão desgastante que ela acaba sendo aceita sem nenhuma resistência. As imagens desse ensaio buscam fazer uma conexão entre os escravos modernos, que se colocam na posição de servintes - por comodidade ou desconhecimento - e do negro escravizado no período escravocrata Nacional. Os registro foram captados durante o "Nego Fugido", manifestação cultural que acontece nas ruas da cidade de Acupe - Bahia, onde é encenada a luta histórica dos negros pela libertação. Atualmente somos todos escravizado dentro da nossa própria liberdade. Não há mais Senhores de Engenho, Capitães do Mato ou senzalas, mas vivemos controlados por pelo estado, patrões, síndicos e, chegando ao extremo, pela própria tecnologia. O sofrimento pelo qual os escravos foram submetidos jamais poderá ser comparada a nossa situação atual. Todavia, é uma importante reflexão analisar a busca incessante pela libertação comparada a servidão voluntária dos nossos dias. *"Quem manda em mim, quem me amarra quem me controla também me seduz, mas quem me da liberdade me joga num vazio difícil de ser preenchido". Porque a liberdade tem um preço muito alto e muitas consequências inimagináveis. Você é livre? Um conselho para sua liberdade: "Seja resoluto em não servir e você será livre." *(Etienne de La Boétie).